Quem acompanha o mundo dos games deve ter percebido que a sigla DLSS 5 tomou de assalto a internet. O Deep Learning Super Sampling é uma tecnologia da NVIDIA para aumentar a taxa de quadros e o desempenho gráfico dos jogos. A quinta versão difere das anteriores por atuar no estágio final do pipeline gráfico. Ou seja, enquanto os sistemas antigos focavam no upscaling e na geração de quadros, o DLSS 5 usa a inteligência artificial para aprimorar o realismo visual da cena. Não entendeu? Então se liga no vídeo abaixo da própria NVIDIA:
E aí? Achou que mudou alguma coisa? Nem eu. Apesar de essa nova tecnologia parecer coisa de outro mundo, a verdade é que ela é completamente desnecessária para os jogos atuais. Pegue o mesmo Resident Evil Requiem rodando no PS5 e perceba que, mesmo sendo jogado em um console, o game está muito bonito e bem acabado. Confira a gameplay:
Sim, o DLSS 5 faz milagres mesmo em jogos atuais, mas para isso é preciso ter um verdadeiro setup da NASA em casa para poder desfrutar de tudo o que essa tecnologia pode oferecer. Aí já temos o primeiro problema: gastar em média R$ 20 mil não é para qualquer um — ainda mais quando colocamos na balança os valores dos consoles. Outro problema: vale a pena abrir mão dos frames por segundo para ter mais realismo? Quando eu conheci os 60 fps, não consegui mais voltar atrás. O 4K é lindo, mas jogar a 30 fps é uma tortura.
Como eu não tenho o PC da NASA nem dinheiro para montar um, vejo o DLSS 5 como uma ótima ferramenta para os jogos mais antigos. A nostalgia bateu forte vendo alguns velhos títulos rodando com a tecnologia da NVIDIA.
Games da sexta geração (PS2, Xbox, GameCube e Dreamcast) ganharam vida nova e me fizeram voltar ao tempo em que tudo o que eu jogava era lindo e maravilhoso. Engraçado como a nossa mente nostálgica é perigosa. Já tentei dar o play em diversos jogos de SNES, PS1, N64, PS2 e até PS3 para relembrar os bons momentos, e aí vem um verdadeiro soco no estômago: “Não era assim tão feio na época”. Pois é, era sim. Nós que éramos menos exigentes. Tentar seguir adiante com certos jogos é impossível, por isso a importância dos remakes e remasters, como eu escrevi em outro texto.
Usar o DLSS 5 nos games mais antigos só tem pontos positivos. Você não precisa de um computador ultrapoderoso nem de sacrificar os frames por segundo. De quebra, ainda não terá a memória afetiva arruinada quando jogar aquele clássico dos anos 90. O único “perigo” que eu enxergo nessa tecnologia é o mesmo receio que eu tinha com os 60 fps: uma vez adentrado a este universo, dificilmente você voltará atrás.


